quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Feliz vida nova

 Há pouco tempo o ano de 2015 acabou e eu achei por bem dar um último "adeus" a quem se fez tão presente nele.
 Praticamente todos os meus textos sobre amor e paixão são para alguém, e para essa pessoa, esse não é primeiro que foi escrito para ele. Inclusive, os últimos textos foram, em sua maioria, para ele. 
  
  Faltam-me algumas palavras e memórias pra falar sobre o quão importante para mim foi tudo isso.
  Eu sinto sua falta. Eu sei, sempre digo isso e pareço um disco riscado, mas é verdade. Você me fez um bem danado e eu te queria aqui agora pra gente bater um papo sobre a vida... Sobre eu, sobre você, sobre nós. 
   Eu não sei exatamente o motivo de a gente não ter dado certo e agora estarmos sem nos falar. Mas eu sei que você achou melhor não ficar. Sei que a gente não formava um par perfeito de filme romântico clichê, mas a gente podia ter dado muito certo se tentássemos. Bastava apenas a coragem e podíamos ser tudo o que quiséssemos. Mas fomos covardes. Muito covardes. 
   Você me traz boas memórias. Trazê-las a tona não dói tanto quanto doía, então as trago a mente com uma frequência considerável. Exemplos dessas memórias são: Aquele primeiro texto que você leu e se surpreendeu quando eu disse que ele foi feito pensado em você. E também houve aquele dia em que estávamos juntos e sua prima de afirmou que você provavelmente gostava de mim, pois me cuidava muito. São muitas as memórias, mas você não deve se lembrar de nenhuma.
  Você me ensinou muitas coisas. Me ensina ainda, eu acho. Me ensinou que eu podia ter alguém que reciprocamente fosse apaixonado por mim e que alguém poderia me querer como amiga mesmo eu sendo insuportável tanto na fala quantos nas ações. Em tudo. Eu sou extremamente chata e, você sabe muito bem, que sou como uma mina. Posso explodir a qualquer minuto. Mas mesmo sabendo de tudo isso, você gostou de mim, foi com a minha cara. Obrigada por isso. 
   Me ensina até hoje que saudade não mata ninguém e que eu posso ser feliz sozinha. São duas lições que eu só aprendi finalmente quando você foi embora. Obrigada pelo aprendizado. 
   Desculpa. Por tudo. Pelo o que eu falei, fiz ou o contrário. Sei que muitas coisas que deveria ter dito e feito, eu não fiz e nem disse. Você teve que aguentar muito por mim, então deve ter sido um alivio ter desapegado de tudo que tem a ver comigo.
   Eu não sinto tanto a falta de um amor, sabe? Sinto a falta do meu amigo. São poucos os realmente próximos e eu tenho me sentido bastante só já que você era o único que eu podia ligar ou mandar uma mensagem às 4h da manhã sabendo que ia me responder e se fosse muito importante, me ajudar da melhor forma. Eu abria meu coração pra você todos os dias praticamente. E muitas vezes você abria o seu. E a gente se ouvia e se ajudava já que amigos são para essas coisas. 
    Queria que você pudesse voltar. Que tudo pudesse voltar a ser como antes e me ligar todas as noites pra jogar conversa fora por uma hora ou mais. Queria mesmo.
    Obrigada por ter confiado em mim e não ter ido embora mais cedo. Espero que você volte e que a gente possa ser como antes.  Espero também que você, ao ler isso, tenha se lembrado um pouco da gente. 
      Obrigada por tudo, amigo.
       
      Feliz ano novo.
      Feliz vida. 

   
   

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