quarta-feira, 4 de maio de 2016

A moça que passa

  Ela vai andando. Andar simples, assim como o olhar. Calmo. Assim como ela aparentava ser.
  Ela vinha em sua direção. Pensou se ia falar algo a ela, dar-lhe um bom dia ou algo do tipo. Decidiu não fazer nada disso, mas sim sorrir para ela quando passasse ao seu lado.
  Eu não sei o que usara ele tanto tempo para que não a visse ou se ela não andava por ali com frequência. Passava sempre pelo mesmo café, pela mesma calçada, pela mesma rua e nunca a tinha visto.
    Era linda. Poderia ser considerada a oitava maravilha do mundo moderno, em sua concepção. De seu mundo, pelo menos, ela já era - mesmo não a conhecendo. 
  Fugia dos padrões. Não era magra, com seios fartos ou coisa do tipo. Tinha suas curvas, suas graças, mas fugia do que era ditado em comerciais de cerveja ou em novelas. Ela simplesmente era ela e em menos de um minuto já o havia conquistado.
   A única reação que o mesmo teve foi sorrir para ela quando passou ao seu lado. Ela retribuiu. Ele continuou sorrindo até chegar ao destino e nunca mais a esqueceu e nem muito menos a viu. Nunca esqueceu o sorriso que ela lhe dera. Sorriso lindo, assim como ela.
   


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